Medicamento de ação prolongada será distribuído gradualmente na rede pública, beneficiando crianças, adolescentes e idosos com diabetes e fortalecendo o acesso ao tratamento no estado
O Ministério da Saúde publicou, nesta quinta-feira (23), a Portaria GM/MS nº 12.011, que institui o Comitê de Negociação de Preços e Condições Econômicas de A Bahia começou a receber a insulina glargina para distribuição na rede pública de saúde, acompanhando a ampliação da oferta do medicamento pelo Ministério da Saúde para pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta primeira remessa, foram entregues 30.854 tubetes de insulina glargina e 8.126 canetas reutilizáveis, marcando o início da substituição gradual da insulina NPH pela glargina nos pacientes elegíveis.
A distribuição faz parte de uma estratégia nacional para ampliar o acesso ao tratamento do diabetes. Além da Bahia, os demais estados também estão recebendo o medicamento. Ao todo, o Ministério da Saúde está distribuindo cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina em todo o país.
A insulina glargina será destinada a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes mellitus tipo 1, bem como a pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Considerada um análogo de insulina de ação prolongada, a glargina proporciona maior estabilidade no controle glicêmico e pode representar ganhos importantes para os pacientes. Na maioria dos casos, o medicamento permite apenas uma aplicação diária, reduzindo a necessidade de múltiplas aplicações ao longo do dia e diminuindo o risco de episódios de hipoglicemia, além de favorecer maior adesão ao tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é de que todos os estados recebam os insumos até o final de julho. O abastecimento é resultado da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), estratégia que busca fortalecer a produção nacional de medicamentos considerados estratégicos para o SUS, contribuindo para maior segurança no fornecimento e sustentabilidade da assistência farmacêutica.
Para ter acesso à insulina glargina, o paciente — ou seus pais, responsáveis ou cuidadores — deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, portando a receita médica devidamente emitida e carimbada. Na unidade, a equipe multiprofissional realizará a avaliação clínica para verificar se o paciente atende aos critérios para utilização do medicamento e fornecerá orientações sobre o uso, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado. Os pacientes elegíveis também receberão uma caneta reutilizável, com validade de até três anos, além das agulhas necessárias para o tratamento.
A substituição da insulina NPH pela glargina será realizada de forma gradual, conforme o cronograma de implantação do Ministério da Saúde e a disponibilidade dos estoques nas unidades de saúde. Assim, mesmo entre os pacientes que atendem aos critérios de elegibilidade, a transição poderá ocorrer em momentos diferentes, à medida que o abastecimento for sendo ampliado nos municípios e a rede pública concluir a implantação da nova tecnologia.
A iniciativa representa mais um avanço na ampliação do acesso a tecnologias em saúde no SUS, contribuindo para um tratamento mais seguro, eficaz e alinhado às necessidades das pessoas que vivem com diabetes, ao mesmo tempo em que fortalece a assistência farmacêutica e a sustentabilidade do sistema público de saúde.
