Notícias

Notícias

  • Início
  • Notícias
  • Anvisa aprova novos medicamentos para doenças graves e crônicas no Brasil

Anvisa aprova novos medicamentos para doenças graves e crônicas no Brasil

Registros incluem novas opções para nefropatia por IgA, câncer colorretal metastático e prevenção da enxaqueca

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento de doenças graves e crônicas no Brasil. Entre os registros estão a atrasentana, indicada para nefropatia primária por imunoglobulina A; o fruquintinibe, para câncer colorretal metastático; e o atogepanto, para prevenção da enxaqueca. As aprovações ampliam as alternativas terapêuticas disponíveis no país e representam novas possibilidades para pacientes que convivem com condições de alta complexidade ou que já passaram por diferentes linhas de tratamento.

Atrasentana para nefropatia por imunoglobulina A

A atrasentana foi aprovada para reduzir a proteinúria em adultos com nefropatia primária por imunoglobulina A, também conhecida como nefropatia por IgA. A doença ocorre quando complexos envolvendo esse anticorpo se acumulam nos glomérulos, estruturas responsáveis pela filtração do sangue. Esse processo pode causar inflamação, perda de proteínas pela urina e comprometimento progressivo da função renal.

A atrasentana atua bloqueando seletivamente o receptor de endotelina A. Essa ação pode ajudar a reduzir alterações associadas à progressão da doença renal, incluindo a pressão nos glomérulos e a perda de proteínas pela urina.

Fruquintinibe para câncer colorretal metastático

O fruquintinibe foi aprovado para adultos com câncer colorretal metastático previamente tratados com diferentes terapias. O câncer colorretal metastático ocorre quando o tumor, inicialmente localizado no cólon ou no reto, se espalha para outras partes do organismo. Nessa fase, alguns pacientes podem apresentar progressão da doença mesmo após receberem várias linhas de tratamento.

O fruquintinibe atua bloqueando os receptores VEGFR-1, VEGFR-2 e VEGFR-3, envolvidos na formação de novos vasos sanguíneos. Ao interferir nessa via, o medicamento busca reduzir o suprimento de sangue necessário ao crescimento tumoral.

Atogepanto para prevenção da enxaqueca

O atogepanto foi aprovado para a prevenção da enxaqueca em adultos que apresentam pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês. Diferentemente dos medicamentos utilizados apenas durante as crises, o tratamento preventivo busca reduzir a frequência dos episódios ao longo do tempo. O atogepanto atua sobre uma via envolvida na transmissão da dor e no desenvolvimento das crises de enxaqueca. Nos estudos apresentados para o registro, o medicamento demonstrou redução do número de dias mensais com enxaqueca em comparação ao placebo.

Registro na Anvisa não significa oferta imediata pelo SUS

A aprovação sanitária pela Anvisa permite que um medicamento seja comercializado no Brasil depois do cumprimento das demais exigências regulatórias. No entanto, o registro não significa incorporação automática ao Sistema Único de Saúde (SUS). Para que uma nova tecnologia passe a ser ofertada regularmente na rede pública, é necessário um processo específico de avaliação, que considera evidências de benefícios e riscos, comparação com as alternativas já disponíveis, avaliação econômica e impacto orçamentário.

Para o INAFF, a chegada de novas tecnologias amplia as possibilidades terapêuticas, mas o desafio central é transformar inovação em acesso real. Isso exige avaliação criteriosa das evidências, sustentabilidade financeira e organização dos serviços para que os tratamentos cheguem aos pacientes com segurança, qualidade e equidade.

Rolar para cima