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Anvisa atualiza orientações sobre uso seguro de fitoterápicos e plantas medicinais

Cartilha e folder acompanham o novo marco regulatório dos fitoterápicos industrializados e reforçam cuidados para o uso adequado desses produtos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou dois materiais educativos sobre plantas medicinais e fitoterápicos: uma cartilha com orientações detalhadas e um folder voltado à consulta rápida. O objetivo é ampliar o acesso da população a informações sobre identificação, preparo e uso adequado desses produtos.

Os materiais explicam as diferenças entre plantas medicinais, medicamentos fitoterápicos e outras categorias de produtos de origem natural, como suplementos, vitaminas e medicamentos homeopáticos. Também orientam sobre como identificar produtos regularizados e alertam para os riscos de produtos irregulares, que podem conter substâncias tóxicas ou apresentar problemas de qualidade.

Atualização acompanha novo marco regulatório

A revisão dos materiais ocorre após a publicação, em dezembro de 2025, do novo marco regulatório dos medicamentos fitoterápicos no Brasil, com destaque para a RDC nº 1.004/2025. A norma atualizou e simplificou os processos de registro e notificação desses medicamentos, buscando dar mais previsibilidade à regularização e ampliar as possibilidades de desenvolvimento de produtos a partir da biodiversidade brasileira.

Em fevereiro de 2026, a Anvisa também publicou novos documentos técnicos para o registro simplificado de fitoterápicos, incluindo monografias e relatórios de avaliação com informações padronizadas sobre determinados insumos ativos vegetais.

Uso de plantas medicinais ainda exige cuidado

O fato de um produto ter origem natural não significa que ele seja automaticamente seguro. Plantas medicinais e fitoterápicos podem apresentar contraindicações, provocar efeitos adversos e interagir com outros medicamentos. A identificação incorreta da planta, o uso de partes inadequadas, erros no preparo e a aquisição de produtos irregulares também podem aumentar os riscos. Por isso, é importante seguir as orientações de uso e informar aos profissionais de saúde sobre todos os medicamentos, fitoterápicos, suplementos e plantas medicinais utilizados.

O uso no Brasil

Um estudo publicado em 2023 na Revista Fitos, com base em dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, identificou prevalência de 2,6% no uso de plantas medicinais e fitoterapia nos 12 meses anteriores à pesquisa.O uso foi mais frequente na região Norte, entre mulheres, pessoas com 60 anos ou mais e indivíduos com doenças crônicas. Os dados reforçam a importância de ampliar a oferta de informação confiável sobre essas práticas, especialmente diante da presença de plantas medicinais e fitoterápicos no cotidiano de parte da população brasileira.

Informação também é parte do uso seguro

O uso racional não depende apenas da disponibilidade de um produto. Também exige que o paciente saiba o que está utilizando, para qual finalidade, em qual dose e por quanto tempo, além de conhecer possíveis riscos e interações. Natural não é sinônimo de inofensivo. Informação, regularização e orientação profissional são fundamentais para transformar o acesso em cuidado seguro. A cartilha e o folder atualizados estão disponíveis no portal da Anvisa.

Acesse o material através deste link: https://drive.google.com/drive/u/0/folders/163gjC02AGFwW_3OxF29uDQTEyeQnjJoq

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