Novas aprovações visam reduzir riscos cardiovasculares em pacientes com obesidade e oferecer alternativa para quem sofre com rinossinusite crônica grave
Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou o uso da semaglutida, medicamento originalmente indicado para o diabetes mellitus tipo 2. A nova indicação foca na redução de riscos cardiovasculares, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). O tezepelumabe também recebeu uma nova indicação terapêutica para o tratamento complementar da rinossinusite crônica grave com pólipo nasal.
Estudos demonstraram que, quando combinada a uma dieta hipocalórica e ao aumento da atividade física, a semaglutida 2,4 mg é capaz de reduzir a ocorrência de eventos cardiovasculares em adultos que já possuem doenças cardíacas associadas à obesidade ou ao sobrepeso.
Além disso, a semaglutida 1,34 mg também é utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e da doença renal crônica. Dados de 2024 da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) reforçam a importância desse cuidado, destacando o alto índice de pacientescom diabetes e em diálise no Brasil. Segundo o fabricante, o fármaco, quando somado ao tratamento convencional, demonstrou eficácia relevante na contenção da falência renal e na prevenção de óbitos por problemas cardíacos graves.
Para o tezepelumabe, medicamento já registrado para tratamento da asma grave em pacientes a partir de 12 anos, a nova indicação é para tratamento de rinossinusite crônica grave e pólipos nasais em pacientes adultos. Esta nova opção é direcionada a pacientes que não obtiveram sucesso com terapias prévias ou que possuem contraindicação a corticoides.
O Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (INAFF) apoia e incentiva a divulgação de informações qualificadas sobre saúde no Brasil.

