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Dia Mundial da Obesidade

O Dia Mundial da Obesidade, instituído em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade, tem como propósito ampliar a conscientização sobre os riscos e desafios associados à doença, além de estimular a adoção de medidas concretas voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e reconhecida como uma doença crônica, complexa e multifatorial, resultante da interação entre fatores genéticos, metabólicos, comportamentais, ambientais e sociais. Em adultos, é comumente diagnosticada por meio do Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m², podendo também ser avaliada pela circunferência abdominal aumentada (superior a 88 cm para mulheres e 102 cm para homens), indicador importante de risco cardiovascular.

A condição está associada ao aumento do risco de diversas comorbidades, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, apneia do sono, infertilidade, entre outras, configurando-se como um importante problema de saúde pública que requer acompanhamento multiprofissional e abordagem contínua.

Atualmente, mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade no mundo. As projeções indicam que, até 2035, esse número poderá atingir cerca de 4 bilhões de pessoas, o que representaria aproximadamente metade da população global, reforçando a urgência de estratégias integradas de enfrentamento da doença.

Nesse contexto de crescimento expressivo da obesidade em escala global, ganham destaque os avanços terapêuticos no seu manejo, entre eles as chamadas “canetas emagrecedoras”, nome popularmente atribuído a medicamentos injetáveis utilizados no tratamento da obesidade.

Os análogos do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) atuam em mecanismos relacionados ao controle do apetite, à saciedade e ao esvaziamento gástrico, além de influenciarem o metabolismo da glicose. Como resultado, promovem redução da ingestão alimentar e contribuem para a perda de peso de forma clinicamente significativa, especialmente quando associados a mudanças no estilo de vida.

Inicialmente indicados para o tratamento do diabetes tipo 2, alguns desses medicamentos passaram a ter indicação específica para obesidade, mediante critérios clínicos bem estabelecidos na presença de comorbidades. Estudos demonstram que podem proporcionar redução relevante do peso corporal e melhora de parâmetros metabólicos, como glicemia, pressão arterial e perfil lipídico.

Entretanto, é fundamental ressaltar que as canetas emagrecedoras não substituem a adoção de hábitos saudáveis, devendo ser utilizadas no contexto de uma estratégia terapêutica integrada, que inclua acompanhamento multiprofissional, reeducação alimentar, prática regular de atividade física e suporte contínuo ao paciente. Além disso, os análogos de GLP-1 não devem ser utilizados sem acompanhamento médico. Seu uso inadequado, motivado apenas por fins estéticos ou sem indicação clínica, pode trazer riscos à saúde.

O Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (INAFF) apoia e incentiva a divulgação de informações qualificadas sobre saúde no Brasil.

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