Entre as mudanças, estão o retorno da segunda dose de reforço contra a poliomielite e a aplicação de uma nova vacina contra pneumonia e meningite no SUS
O Ministério da Saúde adotou duas novas medidas estratégicas para a ampliação da imunização pediátrica no SUS, incluindo a introdução da vacina Pneumo 20 e o retorno da dose de reforço contra a poliomielite.
A Pneumo 20 substitui a vacina pneumocócica 10-valente, utilizada até então na rede pública, e atua na proteção contra infecções causadas pela bactéria *Streptococcus pneumoniae*. Sua principal vantagem em relação à formulação anterior reside na ampliação da cobertura contra diferentes variantes da bactéria: enquanto a vacina anterior protegia contra 10 sorotipos, a Pneumo 20 oferece proteção contra 20 sorotipos.
Ao incluir sorotipos associados a casos graves da doença pneumocócica no Brasil, como os tipos 3, 6A e 19A, a Pneumo 20 amplia de 3% para 77% a cobertura contra variantes relacionadas a quadros graves em crianças menores de 5 anos, segundo dados divulgados anteriormente pelo Ministério da Saúde
Assim, a estratégia contempla crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal, idosos institucionalizados com 60 anos ou mais e povos indígenas a partir de 5 anos sem histórico vacinal. Para bebês, o esquema prevê doses aos 2 e 4 meses e dose de reforço aos 12 meses.
Nesse sentido, a incorporação da Pneumo 20 reforça a prevenção de doenças pneumocócicas graves, sobretudo entre crianças pequenas, mais expostas a complicações como pneumonia e meningite, condições que podem levar a internações, sequelas e óbitos
Em relação à vacinação contra a poliomielite, até 2024, o esquema vacinal consistia em três doses da vacina inativada poliomielite (VIP) e dois reforços com a vacina oral poliomielite (VOP). Em 2025, o Brasil passou a utilizar somente a VIP e reduziu o esquema para três doses iniciais e apenas um reforço.
A partir de 2026, o segundo reforço volta a ser recomendado para crianças aos 4 anos de idade, sendo que a formulação utilizada nessa etapa passa a ser a vacina inativada poliomielite (VIP), aplicada de forma injetável e composta por vírus inativados. Assim, a recomendação leva em conta o fato de que, atualmente, os casos de paralisia associados à vacina oral representam um risco maior do que os provocados pelo próprio poliovírus selvagem, justamente em razão da composição da VOP.
Nesse contexto, a retomada do reforço contra a poliomielite evidencia a necessidade de manter elevada a proteção contra uma doença que, embora não registre casos no Brasil há décadas, ainda exige vigilância e cobertura vacinal adequada.
O Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (INAFF) apoia e incentiva a divulgação de informações qualificadas sobre saúde no Brasil.

