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Anvisa aprova nova terapia para tipo agressivo de linfoma

Glofitamabe (Columvi®) é aprovado para adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário, ampliando as opções de tratamento registradas no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do glofitamabe (Columvi®) para o tratamento de adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), o subtipo mais comum e agressivo do linfoma não Hodgkin.

O medicamento é indicado para pacientes cuja doença voltou após o tratamento (recidivante), deixou de responder às terapias disponíveis (refratária) ou para aqueles que não são candidatos ao transplante autólogo de células-tronco. Administrado por via intravenosa, nas apresentações de 2,5 mg e 10 mg, o glofitamabe amplia as alternativas terapêuticas para um grupo de pacientes que dispõe de opções cada vez mais limitadas à medida que a doença progride.

O linfoma difuso de grandes células B é um câncer que se desenvolve no sistema linfático e costuma apresentar evolução rápida. Embora muitos pacientes obtenham resposta ao tratamento inicial, parte deles apresenta recidiva ou progressão da doença, situação em que as possibilidades terapêuticas tornam-se mais restritas.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar aproximadamente 12 mil novos casos de linfoma não Hodgkin por ano no triênio de 2026 a 2028, reforçando a importância da ampliação das opções de tratamento para esses pacientes.

Como o medicamento atua?

O principal diferencial do glofitamabe é pertencer à classe dos anticorpos biespecíficos.

Esses medicamentos foram desenvolvidos para reconhecer simultaneamente duas estruturas diferentes. No caso do glofitamabe, uma extremidade se liga à proteína CD20, presente nas células do linfoma, enquanto a outra se liga à proteína CD3, encontrada nos linfócitos T, células responsáveis pela defesa do organismo.

Ao aproximar essas duas células, o medicamento estimula o próprio sistema imunológico a reconhecer e destruir as células cancerígenas de forma mais direcionada.

O que muda com essa aprovação?

A aprovação da Anvisa permite que o glofitamabe seja comercializado no Brasil, ampliando as opções terapêuticas registradas para pacientes com essa forma agressiva de linfoma.

No entanto, a aprovação regulatória não significa que o medicamento passe a ser disponibilizado automaticamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para que isso aconteça, a tecnologia deverá ser submetida à avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Somente após essa etapa, caso seja recomendada a incorporação e a decisão seja aprovada pelo Ministério da Saúde, o medicamento poderá passar a integrar a oferta do SUS.

O olhar do INAFF

A aprovação de novas terapias para doenças oncológicas representa um avanço importante, especialmente para pacientes que já esgotaram as opções convencionais de tratamento.

Entretanto, o registro sanitário é apenas uma etapa do ciclo de acesso às tecnologias em saúde. Para que esse avanço chegue efetivamente aos pacientes atendidos pelo SUS, ainda são necessárias etapas como a avaliação pela Conitec, a definição do financiamento e a organização da oferta assistencial. Fortalecer esse processo é essencial para ampliar o acesso à inovação de forma segura, equitativa e baseada em evidências. (INAFF) apoia e incentiva a divulgação de informações qualificadas sobre saúde no Brasil

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