Dados do Ministério da Saúde e do Sinitox alertam para o uso inadequado de medicamentos
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 14 mil pessoas foram internadas por intoxicação medicamentosa em 2022. O número representa um aumento de 18% em relação a 2021. Além disso, estima-se que 1,7 milhão de brasileiros buscaram atendimento médico por algum tipo de reação adversa ou interação entre medicamentos.
Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) revelam que os medicamentos são a principal causa de intoxicação no Brasil. O risco é maior entre pessoas idosas, que costumam usar medicamentos contínuos, e em pacientes que esquecem de informar ao profissional de saúde que o assiste quais medicamentos já estão tomando.
Os números voltaram a chamar atenção após a morte do cantor e compositor Lô Borges, no último domingo. O artista havia sido internado para tratar um quadro de intoxicação medicamentosa e chegou a ser encaminhado para a UTI, mas acabou não resistindo devido à falência múltipla dos órgãos.
Esses dados reforçam a importância da atuação do farmacêutico na promoção do uso racional de medicamentos. A orientação adequada, a revisão da farmacoterapia e o acompanhamento farmacêutico são fundamentais para reduzir riscos associados ao uso incorreto ou combinado de medicamentos.
Os resultados também acendem um alerta sobre a necessidade de fortalecer programas de farmacovigilância, aprimorar a comunicação de riscos e investir em estratégias de educação continuada para profissionais de saúde e pacientes.
O INAFF apoia e promove a divulgação e disseminação de informações sobre acesso à saúde no Brasil.

