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Com novo investimento federal, o CNPEM será polo de inovação em saúde

Com aporte de R$ 67,4 milhões, Centro vai acelerar o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o SUS, fortalecer a inovação nacional em saúde e reduzir a dependência de importações

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tornou-se, com o apoio do governo federal, um polo de inovação em saúde no Brasil. Um investimento de R$ 67,4 milhões será realizado por meio de um termo aditivo assinado entre o MCTI e o Ministério da Saúde, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). O CNPEM é uma Organização Social supervisionada pelo MCTI que abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, sendo impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade.

O termo aditivo incorpora ao planejamento do CNPEM iniciativas com grande impacto no complexo econômico-industrial da saúde. A primeira dessas iniciativas é a transformação do Centro em um núcleo do ecossistema nacional dedicado ao desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos, tecnologias avançadas e soluções terapêuticas inovadoras, visando reduzir a dependência do Brasil em relação às importações.

Por último, um projeto estratégico incorporado ao termo é o desenvolvimento do primeiro protótipo brasileiro de um equipamento clínico de ressonância magnética para extremidades. A ideia é aproveitar o know-how do CNPEM, acumulado ao longo de décadas de pesquisa de magnetos, eletrônica de alta confiabilidade e sistemas de controle, presentes em iniciativas como o UVX e o Sirius. O projeto tem objetivo de reduzir custos e ampliar o acesso em todo o país a exames de imagem, abrindo caminho para que empresas brasileiras possam fabricar equipamentos nacionais competitivos e acessíveis ao SUS e mercados emergentes. 

Além disso, as ações preveem a estruturação de biofoundries nacionais, sistemas integrados de automação, robótica e software voltados a acelerar pesquisas, a implantação de plataformas de inteligência artificial para descoberta de fármacos, a ampliação de biobancos e coleções microbianas, o apoio ao desenvolvimento de 15 projetos de inovação radical e a execução imediata de quatro projetos-piloto financiados pelo Ministério da Saúde. O termo ainda estabelece a criação de uma rede nacional de inovação em saúde, descentralizando a infraestrutura científica, hoje concentrada em São Paulo, e conectando o Centro a diversas outras instituições estratégicas de diferentes regiões do país. A abertura de pelo menos uma unidade descentralizada é esperada até 2027.

O primeiro ano será focado em implantar a infraestrutura dedicada, abrir chamada nacional, selecionar projetos de alto impacto e iniciar a execução científica e tecnológica necessária para sustentar as inovações nacionais.

O Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (INAFF) apoia e promove a divulgação de informações qualificadas sobre inovação na saúde no Brasil.

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