O Inca prevê 19, 3 mil casos novos por ano até 2028
Segundo dados preliminares do Ministério da Saúde, o câncer de colo do útero matou 20 mulheres por dia no Brasil em 2025, apesar da existência de estratégias de prevenção e tratamento disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
Baseando-se em dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) , a estimativa é de 19.300 novos casos para o período de 2026 – 2028, um aumento de 2.300 novos casos em relação ao triênio anterior. Observando os dados do Inca, a região Norte do país apresenta aproximadamente 22 casos a cada 100 mil mulheres, quase o dobro do Sudeste, que apresenta em torno de 14 casos, o que demonstra realidades regionais diversas.
De acordo com especialistas, o aumento da mortalidade está principalmente associado ao diagnóstico tardio, decorrente de falhas no rastreamento da doença . Além disso, o déficit na cobertura vacinal contra o Papilomavírus humano (HPV), a primeira linha de contenção da doença, também representa um fator agravante no número de novos casos a cada ano. Ainda que a vacina contra o HPV esteja disponível nas Unidades básicas de saúde, barreiras como a desinformação são desafios para imunização e contenção da doença.
No que se diz respeito ao rastreamento , o Papanicolau foi o padrão-ouro para detecção de câncer de colo do útero durante décadas no SUS. No entanto, além da sensibilidade do exame, que gira em torno de 65%, o mesmo deve ser realizado de forma periódica, o que é uma limitação para a monitorização, rastreamento e detecção da doença. Em 2024 foi aprovada a PortariaSECTICS/MS nº 3, que incorporou os testes moleculares para detecção de HPV oncogênico (DNA-HPV) no âmbito do SUS. A partir disso, o Papanicolau está sendo gradualmente substituído. Essa incorporação traz melhorias significativas para o diagnóstico do câncer de colo do útero, como a possibilidade de autocoleta e o aumento na sensibilidade do exame para quase 100%.
O Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (INAFF) apoia e incentiva a divulgação de informações qualificadas sobre saúde no Brasil.

