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Polilaminina: Entenda o estudo sobre a molécula que reacendeu a esperança nas lesões medulares.

Nas últimas semanas, uma inovação científica chamou a atenção do Brasil e do mundo. A polilaminina, uma molécula em estudo pelo seu potencial de auxiliar na regeneração de lesões na medula espinhal, tem gerado esperança ao apresentar resultados preliminares promissores na recuperação motora de alguns pacientes. Entenda o que a ciência diz até agora:

1. A polilaminina é um composto produzido em laboratório a partir de um conjunto de laminina, proteína que está presente na matriz extracelular, envolvida em processos de adesão celular, organização tecidual, sinalização celular e regeneração. Na fase atual do estudo a proteína é retirada da placenta humana.

2. A pesquisa foi iniciada há quase 30 anos atrás, sob responsabilidade da pesquisadora Tatiana Sampaio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A fase de estudos pré-clínicos em animais foi seguida pela condução de um estudo piloto com oito pessoas que haviam perdido a capacidade motora completamente e recuperaram após a aplicação da molécula.

3. A polilaminina recupera os axônios, parte de neurônios que são perdidas em lesões medulares, que servem de ponte para passar a informação de um neurônio para o outro. A aplicação (intramedular) precisa ser feita em um cenário agudo, nas primeiras 72 horas após a lesão.

É o tempo crítico antes que o processo de cicatrização (fibrose) se instala e forme uma barreira física permanente, o que impediria o crescimento e a reconexão das fibras nervosas (axônios). Ainda não há evidências de eficácia para lesões crônicas.

4. Os estudos iniciais mostraram resultados que variaram de pequenas contrações musculares até a recuperação de marcha em casos isolados. Esses são dados preliminares, que devem ser confirmados com ensaios clínicos de larga escala.

5. Em janeiro de 2026 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização para o estudo clínico a partir da Resolução-RE nº 8, de 2 de janeiro de 2026 , com o intuito de avaliar a segurança do uso da molécula em pacientes humanos.

O estudo está na fase 1, onde é avaliada a segurança das substâncias para mensurar potenciais riscos à saúde humana.

6. Essa descoberta revela a importância da pesquisa científica no Brasil e a potência dos pesquisadores brasileiros com descobertas que são capazes de revolucionar a saúde no país.

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