Levantamento da Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante ABCDT aponta crescimento de 9,2% no número de pacientes em diálise
Segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), divulgados na última semana, o número de brasileiros com Doença Renal Crônica (DRC) que fazem tratamento de diálise cresceu 9,2%. A pesquisa também verificou que o principal motivo que leva os pacientes à terapia renal no Brasil é a diabetes.
A DRC se trata da perda progressiva de função renal, ela apresenta sinais silenciosos e muitas vezes mascarados pelos sintomas da diabetes, obesidade, tabagismo e hipertensão. Esse quadro dificulta o diagnóstico precoce, que pelas diretrizes do Ministério da Saúde, deve ser baseada em alterações em pelo menos um destes três pilares:
- Taxa de Filtração Glomerular (TFG)
- Alterações parenquimatosas – Exame de urina
- Exame de Imagem
Por ser uma patologia crônica de danos frequentemente irreversíveis, a prevenção primária focada no controle de diabetes e hipertensão é considerada a estratégia mais eficaz. Além disso, o diagnóstico precoce é o único caminho capaz de retardar a progressão da doença e evitar que o paciente seja dependente da diálise.
O aumento expressivo no número de pacientes em terapia renal em 2025 revela o cenário preocupante de falhas na prevenção e a demora na identificação da DRC. Estes dados da ABCDT servem como um alerta crítico para a saúde pública brasileira e a sobrecarga do sistema de saúde nas unidades de diálise, carecendo do rastreio da função renal.
O Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (INAFF) apoia e incentiva a divulgação de informações qualificadas sobre saúde no Brasil.

